O Soul Sampa foi criado com um único objetivo: conectar você ao coração e a alma que movem São Paulo e fazem desta cidade uma das mais interessantes metrópoles do mundo. Por meio de roteiros culturais para grupos de até cinco pessoas, liderados por paulistanos que amam e conhecem os segredos escondidos pela cidade, nós escolhemos a dedo o que São Paulo tem de melhor a oferecer em música, arte de rua, artes plásticas, design, moda, gastronomia e sustentabilidade.
Como Trabalhamos
- Grupos de até cinco pessoas.
- Duração de 3 a 4 horas.
- Realizados a pé e, quando de necessário, de metrô.
- Sempre que possível, agregamos ao roteiro shows de música popular brasileira, exposições e manifestações culturais.
- Priorizamos locais interessantes e difíceis de serem identificados na imensa São Paulo.
- Equipe de Conselheiros Culturais formada por jovens talentosos de diversas áreas: jornalismo, relações internacionais, design, entre outros.
- Todos os roteiros são Carbon Free: realizamos o reflorestamento de acordo com a emissão de carbono gerada durante a experiência.
Envie um e-mail para reservas@soulsampa.com, com a data que tem interesse em participar, e nós lhe enviaremos informações detalhadas a respeito do roteiro!
Essa é para quem gosta de música instrumental de qualidade e costuma andar por aí com o bolso furado. Desde o início do ano, oMovimento Elefantes oferece ao grande público apresentações de bandas de sopro (orquestras ou big bands) no esquema "pague quanto puder". Uma iniciativa incrível de democratização da música instrumental brasileira de qualidade, que embora reverenciada mundo afora ainda está galgando seu espaço no cenário nacional. As apresentações acontecem toda as segundas e terças-feiras, em dois locais: às segundas, à partir das 20:30 horas, no Teatro da Vila (Rua Jericó, 256, Vila Madalena) e às terças, à partir das 21 horas, no New Jazz Bar (Rua João Moura, 739, Pinheiros).
Para animar, assista ao vídeo do Projeto Coisa Fina executando a obra Maracatucutê, do Maestro Moacir Santos (mais um gênio pouco reconhecido pelo povo brasileiro). Perdoem os clichês (mesmo), mas é coisa fina... E é da pesada!
Eu poderia escrever 1000 posts sobre um certo Eumir Deodato, na minha modesta opinião um dos maiores músicos do planeta.
Mas para começar eu escolhi não falar muito e apenas apresentar um dos vídeos mais incríveis que eu já vi: Eumir Deodato tocando “St. Luis Blues” e “Super Strut” com a orquestra do programa italiano “Punto e Basta”, nos idos de 1975. Sem brincadeira, é de querer voar no teto.
Segura a bronca e aqueçam os motores porque muitas outras sonzeras da pesada estão por vir!
Sabe o livro Morte e Vida Severina, lançado em 1966 por João Cabral de Melo Neto? (Se não sabe, balança a cabeça e finge que sabe por que pega mal). Então, depois de ser apresentado ao público das mais diversas formas ao longo destes 43 anos – de trás pra frente, de frente pra trás, monólogos, coletivos de teatro, musicais e tudo que o valha - agora a dura trajetória do nordestino que emigra em busca de melhores condições de vida no litoral ganha uma versão moderna, digital e sampleada.
Esta é a proposta do Projeto Outros Silverinos Remix, em exibição no Centro Cultural Banco do Brasil em São Paulo. A séria de espetáculos, cuja direção geral cabe a Lucas Bambozzi e Fernão Ciampa, trará nomes como DJ Dolores, o multimúsico Lívio Tragtenberg, a artista plástica Lenora de Barros e os rapazes do Nação Zumbi Toca Ogan e Dengue fazendo interpretações livres do livro a partir de “atuações mediatizadas e intervenções ao vivo de áudio e vídeo”.
O Soul Sampa foi conferir a apresentação do DJ Dolores, na última terça-feira. O cara arrasou! Foi uma apresentação super experimental, com o claro intuito de sensibilizar o público para questões como a pobreza, o desastre ambiental, a desigualdade social, as diferenças de gênero e raça – questionando, inclusive, este conceito - ainda existentes no Brasil e no mundo, entre outros. Uma beleza! Forte e implacável, como vocês podem conferir no vídeo abaixo:
Se você não sabe de que raios eu estou falando, segue um trecho do poema dramático de João Cabral de Melo Neto:
O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia. Como há muitos Severinos, que é santo de romaria, deram então de me chamar Severino de Maria como há muitos Severinos com mães chamadas Maria, fiquei sendo o da Maria do finado Zacarias.
Mais isso ainda diz pouco: há muitos na freguesia, por causa de um coronel que se chamou Zacarias e que foi o mais antigo senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem falo ora a Vossas Senhorias? Vejamos: é o Severino da Maria do Zacarias, lá da serra da Costela, limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco: se ao menos mais cinco havia com nome de Severino filhos de tantas Marias mulheres de outros tantos, já finados, Zacarias, vivendo na mesma serra magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos iguais em tudo na vida: na mesma cabeça grande que a custo é que se equilibra, no mesmo ventre crescido sobre as mesmas pernas finas e iguais também porque o sangue, que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos iguais em tudo na vida, morremos de morte igual, mesma morte severina: que é a morte de que se morre de velhice antes dos trinta, de emboscada antes dos vinte de fome um pouco por dia (de fraqueza e de doença é que a morte severina ataca em qualquer idade, e até gente não nascida).
Somos muitos Severinos iguais em tudo e na sina: a de abrandar estas pedras suando-se muito em cima, a de tentar despertar terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar alguns roçado da cinza. Mas, para que me conheçam melhor Vossas Senhorias e melhor possam seguir a história de minha vida, passo a ser o Severino que em vossa presença emigra.
A cantora e compositora Dani Gurgel, paulistana de apenas 23 anos, vem esbanjando talento nos palcos da capital. Após o lançamento do ótimo compacto intitulado Nosso, em 2008, a agenda da mocinha – que além de cantora é ótima fotógrafa – anda pra lá de concorrida. Entre um show aqui e um ensaio fotográfico acolá, Dani prepara o lançamento de seu próximo disco, fruto de uma série de shows realizados em 2008 em parceria com diversos compositores da nova geração da MPB.
O bacana é que toda a produção deste novo disco, intitulado Agora – Dani Gurgel e Novos Compositores, pode ser acompanhada pelo Artist Share. Serão disponibilizados vídeos dos ensaios, gravações em estúdio e bate-papos entre os artistas envolvidos (alguns vídeos estarão disponíveis mediante contribuição financeira ao projeto). Há ainda a possibilidade de comprar antecipadamente o álbum, cujo lançamento está previsto para setembro de 2009.
Eita moçada boa! Os novos talentos da MPB vem atingindo uma qualidade musical que há muito tempo não se ouvia no Brasil. Com certeza vale a pena escutar e divulgar!
Confira a página do projeto Agora, na qual a cantora explica tim-tim por tim-tim no que consiste a empreitada.
Outro paulistano cujo talento é de cair o queixo é o compositor, cantor, violonista e artista plástico (Ufa!!!) Kiko Dinucci. No alto de seus 32 anos de idade, este jovem rapaz tem em seu histórico projetos de grande relevância para a cultura popular brasileira.
Para começar, seu repertório de músicas autorais é composto de Sambas, Lundus, Jongos e Modas de Viola (você pode não saber explicar as características destes ritmos, mas com certeza já chacoalhou por aí embalado por eles). Inspirado por mestres como Adoniran Barbosa, Paulo Vanzolini, Geraldo Filme e Itamar Assumpção, em suas composições Kiko demonstra uma notável familiaridade com o violão e com as palavras, deixando claro que sabe o que quer e, principalmente, como fazer. O resultado são canções que nos conectam diretamente às nossas raízes e antepassados, aos pés que amassaram barro e construíram a mundialmente aclamada cultura popular brasileira.
Como artista plástico, Kiko desenvolve trabalhos de gravuras, desenhos e pinturas. Ilustrou o livro Salmos de Itaquera de Fabiano Ramos Torres e realizou o vídeo documentário Dança das Cabaças - Exu no Brasil, onde fez uma investigação poética sobre a divindade africana Exu no imaginário brasileiro (para assistir ao vídeo completo, clique aqui).
Agora, o rapaz esta com um baita show na praça, em parceria com a igualmente genial Juçara Marçal. Refiro-me ao show de lançamento do disco Padê – que foi agraciado pelo prêmio Ney Mesquita, promovido pela Cooperativa de Música de São Paulo - em cartaz até o final do mês no SESC Avenida Paulista (link para show no SESC). Se eu fosse você, já tava lá!
Baixe o disco “Pastiche Nagô”, Kiko Dinucci e Bando Afromacarrônico (link disponibilizado pelo blog Um Que Tenha).
Confira o vídeo da música Rainha das Cabeças:
E o flyer do show Padê, em cartaz no Sesc Avenida Paulista: